Minha poesia é de carne;
Quando escrevo é lacerada.
Das suas feridas
Sangram as letras
De forma hemorrágica
Entre as palavras.
Em cada sentença
Existe um cancro
Que quando lido se fura
Estoura
Inunda os olhos.
Sua pele é áspera
Formada às pressas
Cheia de saliências e reentrâncias
Por onde vaza suor.
Nele, se reproduz
Em gotículas
De sonhos
Nenhum comentário:
Postar um comentário