quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Fragmentos de uma canção escrita aos 16:

“Corsário


Me corrompi, tornei-me vil
Me fiz tão forte como o rum que envelhece num barril
Me cansei de viver atroz
Entre mares de tão curtas e tão raras calmarias
Eu faria, eu faria... tudo outra vez
Se me dessem chance, outra forma de ver
Este medo constante, esta angústia voraz
Quem me leva, que me impele..

A navegar, navegar...
Feito gaivota arremessado nas procelas
Lusitanos, em suas grandes caravelas
Galeões cheios do sangue
Purificado das Américas
O fio de minha espada enferrujada
Em si carrega
Toda lágrima salgada, todo o olho é como mar,
Que me resta? O que me falta?

Navegar, navegar....”

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