quinta-feira, 30 de julho de 2015

Ontem sonhei com a Morte.

Ontem sonhei com a Morte.
Ela brincava de malabares com crânios brancos
Que me sorriam
Num semáforo fechado qualquer
Numa encruzilhada dessas
Que existem aos montes na vida
Cheias de buracos
Onde ficamos em fila
Esperando a autorização para continuar.

De repente ela me defrontou:
Me estendeu um braço de osso
Com uma mão espalmada, cheia de vãos.

Que tinha eu a dar?
Tão pouco levo comigo
E o muito que tenho, guardo
Sempre fora de mim.

Enquanto pensava nisso ela se afastou
Indiferente? Nem tanto.
A Morte sempre sorri
Quando nos encontra.



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