Escravo de encantos
Homem apagado
Cambaleia por olhares
Tem fome de
afetos
Se aninha nos cantos
Desdobra-se
aflito
Gritando um som mudo
Vomita
abandono.
Dá febre a saudade
Calafrios de
esperança.
Tristeza infinita
Lágrimas secas
Evaporam dos olhos
Sobem aos céus
Como prece
De quem não
mais
Crê.
Crê.
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