quinta-feira, 30 de julho de 2015

A pausa

Eu não soube o que dizer
No intervalo das suas palavras
Quedamo-nos inertes, frente a frente
Observando 
A pausa.

Assim, em vagas de pensamentos
Prolongamos o instante
O silêncio sepultou o tempo
Eternizou-se 
A pausa.

Saímos.
Cada qual para um lado
Passos nervosos, apressados
A fugir 
Da pausa.

Nunca mais nos vimos
O que seria dito perdeu-se
O mundo seguiu seu caminho
Inexorável
Foi a pausa.

Depois de tudo ainda lembro
Pavores noturnos me assaltam
Hoje quando menos espero
Ressurge 
A pausa.

Neste momento, grito
Minha dor ecoa na noite fria
Mas como tudo sempre acaba
A voz falha
E mais forte, ela volta
A pausa.


A pausa.

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