terça-feira, 30 de junho de 2015

Solidão de Mendigo

Vez em quando me dá uma solidão de mendigo
De quem sozinho permanece,
Sempre sem amigos (casuais ou íntimos).

São únicas necessidades
Um prato, um trago;
Ou às vezes só pretextos
Para sentir-se mais perto.
Fazer com que o mundo nos perceba.

Pela noite adentro meu olhar faminto
Encontra rostos de famílias em sorrisos
Ou prantos
Enfastiadas de comida e abrigo.

A eterna solidão: o preço e a mercadoria,

Da liberdade plena.

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