Vez em quando me dá uma solidão de mendigo
De quem sozinho permanece,
Sempre sem amigos (casuais ou íntimos).
São únicas necessidades
Um prato, um trago;
Ou às vezes só pretextos
Para sentir-se mais perto.
Fazer com que o mundo nos perceba.
Pela noite adentro meu olhar faminto
Encontra rostos de famílias em sorrisos
Ou prantos
Enfastiadas de comida e abrigo.
A eterna solidão: o preço e a mercadoria,
Da liberdade plena.
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