Na minha terra há uma lenda
De que existia um poeta
Que se disfarçava de pedra,
Daí fluia...ia.
Quando rápido, era rio;
Devagar, virava Barro
Lama de Pantanal
De água parada em corixo
Saía em camalote, se arrastava caramujo (ou flor)
Então voava, batendo suas pétalas-asas
De passarinho
Logo após, se descompletava:
Brincando de eteceteras com os peixes,
Até chegar a noitinha
Quando, orvalhando-se nas folhas,
Dava-se de beber aos insetos
Que se disfarçava de pedra,
Quando rápido, era rio;
Devagar, virava Barro
Lama de Pantanal
Saía em camalote, se arrastava caramujo (ou flor)
Então voava, batendo suas pétalas-asas
De passarinho
Brincando de eteceteras com os peixes,
Até chegar a noitinha
Quando, orvalhando-se nas folhas,
Dava-se de beber aos insetos
(seus prediletos)
Uns dizem que era velho; outros que era criança
Alguns, ainda,
Que nem idade tinha.
Tanto que ele nunca morreu:
Deixou-se plantar no chão
Pra virar raiz.
(Olha ele ali, brotando, dando bom-dia pro sol)
Alguns, ainda,
Que nem idade tinha.
Tanto que ele nunca morreu:
Deixou-se plantar no chão
Pra virar raiz.
Nenhum comentário:
Postar um comentário